Mediunidade em destaque
“Se bem
cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar médium,
tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento
depende de causas que a ninguém é dado conseguir se verifiquem à vontade” Allan
Kardec – Introdução – Livro dos Médiuns
Por ocasião do centenário de lançamento do Livro dos Médiuns (1861-1961) Emmanuel, no livro Seara dos Médiuns, afirma que no primeiro século a ciência procurou as realidades do espírito propiciando a Charles Richet articular as bases clássicas da Metapsíquica com êxito, utilizando-se de experimentos muito convincentes. Outros sábios, dentre os quais destacamos, Sir Willian Crookes, César Lombroso, Alfred Russel Wallace, Johann Karl Friedrich Zöllner, Sir Olive Joseph Lodge, realizaram experiências de incontestável valor, utilizando-se de médiuns destacados no período referido.
Desta forma, em consonância com os recursos da Ciência, se nos primeiros cem anos, foram projetadas as mais diversas questões e dúvidas pertinentes do homem em direção à esfera espiritual, pode-se considerar que, neste segundo século, a esfera espiritual, através dos benfeitores espirituais, além de outros espíritos pertencentes aos mais diversos graus evolutivos, passaram a atender às necessidades morais da criatura humana trazendo, em sentido oposto, os ensinamentos da esfera espiritual para a Terra.
A dificuldade reside, principalmente, na ignorância da maioria das pessoas a respeito da verdadeira natureza dos Espíritos.
Da união entre espírito e o corpo, que origina o ser humano, o espírito é o ser principal, pois é ele que pensa e sobretudo, sobrevive ao fenômeno da morte. Portanto, o corpo não passa de um invólucro, um acessório, como uma veste.
Allan Kardec, através dos ensinos dos Espíritos, elucida-nos que, além deste
corpo material o espírito possui um outro corpo de natureza semimaterial, apresentando
como principal função, realizar a ligação entre o corpo e o espírito.
Em ocorrendo a morte, perde o espírito o corpo físico, continuando com o outro corpo denominado perispírito. Disso resulta que o espírito não é uma abstração ou somente uma estrutura vaporosa como algo de nossa imaginação; ele é sobretudo, um ser que pela existência deste corpo perispiritual, torna-se limitado, circunscrito e mantém a sua individualidade após a morte.
Defende Kardec, que indaguemos aquele irmão duvidoso dos seus dons, dirigindo-lhe as seguintes questões:
Acredita em Deus?
Acredita que tens uma
alma?
Crê na sobrevivência
da alma após a morte?
se a resposta for
negativa ou simplesmente não sei ou não tenho tanta certeza disso,
respeitavelmente, afirma Kardec, seria inútil ir além nos estudos que
intencionam a iluminação da consciência duvidosa.
Referências
(1) Emmanuel. Seara dos médiuns. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 5ª
ed. Brasília. Editora FEB, 1961. 234 p.
(2) Kardec, Allan. O Livro dos
Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 54ª ed. Brasília. Editora
FEB, 1944. 480p.
Obrigada por compartilhar
ResponderExcluirOi Ana Paula, este é o objetivo do BLOG. Multiplicar o conhecimento que amealhamos no contato com as obras espíritas.
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