segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

 

JESUS, LUZ DO MUNDO

Uma nova era principiara com a descida de um ser de Luz aos domínios das trevas.

Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo.

Na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova.

A esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza.

la chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras, trazendo à Terra a sementes do mais puro amor Divino.

Sua presença, entre nós, configura-se como a mais legítima e verdadeira representação de Deus entre os homens. Se quisermos fazer uma ideia do amor divino, basta que observemos o amor que Jesus espalhou entre nós, quando aqui esteve encarnado.

Ainda hoje, o Natal é Jesus retornando a nós, em suave chamado à porta de nossa alma, para que voltemos nossa atenção a Ele.

Tudo o que se refere a Jesus é grandioso. Sendo uma figura de expressão máxima nos conceitos que nos trouxe, está também profundamente integrado com a história e as necessidades do espírito humano.

Espírito puro, governador espiritual da Terra, segundo nos relata Emmanuel no livro A Caminho da Luz, como integrante divino da Comunidade de Espíritos Puros, Jesus foi, em companhia de outros seres sublimes, co-criador do planeta.

Pelos estudos da Ciência, o planeta Terra foi criado há aproximadamente, 4.8 bilhões de anos. Imagine, amigo leitor que nesta época inimaginável para nosso entendimento, Jesus já integrava esta Comunidade e já era um espírito puro.

Portanto, é logico afirmar que o Mestre não fez sua trajetória evolutiva na Terra, quiçá em nosso sistema Solar. É bem provável que tenha feito sua evolução até em outro Universo, já que, presentemente, o conceito de Multiverso e não mais Universo, é defendido por vários eminentes cientistas.

Com a encarnação de Jesus na Terra há dois mil anos, nosso planeta passou de mundo primitivo para planeta de expiações e provas. Ou seja, subimos na graduação das moradas da casa do Pai, porque sua existência abriu as portas da Terra para um sem número de almas necessitadas que orbitavam dimensões e outros planetas.

Embora a Terra continuasse a receber espíritos primitivos que, recém dotados de razão, iniciavam seu périplo evolutivo, ela passou a acolher espíritos relativamente mais evoluídos, porém ainda largamente comprometidos com atitudes imperfeitas e que deveriam expiar ou resgatar aqui seus males. De berçário para almas primitivas, passamos a escola, hospital e prisão para almas enfermas e necessitadas que ainda somos.

Jesus foi, historicamente, o primeiro homem a trazer o conceito de fraternidade irrestrita. Em uma época em que falar de fraternidade podia ser considerado quase uma aberração, Jesus, pelo ensinamento a Pedro de perdoar setenta vezes 7 vezes, instituiu a toda humanidade o perdão incondicional e infinito.

“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos”, deflagrando sobre a Terra o imortal conceito da família universal, aquela que pertence não aos laços da consanguinidade.

Na famosa passagem da Transfiguração no Monte Tabor, ladeados por Moisés e Elias, Jesus no centro das três revelações, personifica-se como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria. Moisés na representação da justiça Divina; Elias, na representação do Espírito da Verdade e no centro, Jesus, na sublime representação do Amor, como a nos ensinar que sem o Amor a justiça será, muitas vezes, imparcial e violenta, assim como a Verdade poderá ferir ou cegar.

Disse o Mestre:

Não penseis que vim destruir a lei e os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhe cumprimento”.

Como nosso único Mestre, Jesus, elevando as concepções antigas da lei Mosaica, traz-nos o clarão da verdade imortalista.

 

“Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente”.

Assim, aos que Lhe escutavam, admoestava trazendo nova luz ao mundo:

Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra”.   Mateus (5:38-42).

 

“Aprendestes que foi dito aos antigos: Não cometereis adultério”.

E acrescentava, aprofundando os conceitos da infração e justiça:

“Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para com ela, já em seu coração cometeu adultério com ela”.  Mateus (5:27-28)

 

“Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo”.

Iluminava no entendimento correto do mandamento:

Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo”.  Mateus (5:21-22) 

Jesus veio nos ensinar a viver do amor que se dá e não do amor que se recebe. Pois somente o que se dá, é o que realmente possuímos e dele nos nutrimos.

Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado". (Mateus 13:12)

Jesus ensinou-nos a religião do e no coração. Essa religião não tem os rótulos que conhecemos, sendo, talvez, sua mais perfeita denominação Amor, Caridade ou Perdão. Uma religião que nos convida a servir a Deus, através do amor ao próximo, e não que Deus nos sirva nas coisas que desejamos, como crianças birrentas que ainda somos.

 

JESUS E O ESPIRITISMO

O Espiritismo, que representa o Consolador prometido pelo Cristo aos séculos posteriores à sua vinda ao mundo, veio atender à orientação divina de que a verdade se tornasse inteligível para todo mundo, como narrado por Jesus, na parábola dos trabalhadores da Vinha.

Diz-nos Dr. Inácio Ferreira em obra que responde a cartas de leitores: “Como aceitar o Espiritismo, como sendo o advento do Consolador da promessa de Jesus, negando-lhe ser a revivescência do Cristianismo”?

E continua o médico psiquiatra, através do médium Carlos Baccelli:

“O grande mérito de Kardec, a meu ver, foi o de aproximar a Verdade do Amor, ou seja, espiritualizar antigas verdades, que, desde os tempos dos Vedas, há mais de 5.000 anos, já se encontravam no mundo! Ele espiritualizou a Filosofia e a Ciência, mostrando que a finalidade precípua do Conhecimento é a de tornar o homem melhor”.

Kardec, de maneira sem igual, trouxe Jesus para o Espiritismo, com ênfase na obra basilar: O Evangelho segundo o Espiritismo.

Em depoimento precioso, Chico Xavier nos adverte:

“Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira uma comédia. Se tirarmos religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é Ciência, Filosofia e Religião. Se tirarmos a Religião, o que é que fica? “                  

Em resumo, o Espiritismo sem Jesus, a luz do mundo, será uma doutrina como tantas as outras, e não passará de mera teoria.

A presença de Jesus Cristo no Espiritismo, alicerçada, fundamentalmente no seu aspecto religioso, é capaz de penetrar no coração do homem, logrando transformar a Humanidade.

Natal! Glória a Deus! Paz na Terra! Boa Vontade para com os Homens!

* Todos os grifos são meus

Referências

(1) Emmanuel. A caminho da Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 13ª ed. Brasília. Editora FEB, 1985. 218 p.

(2) Ferreira, Inácio. Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas. Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª ed. Uberaba. Editora LEEPP, 2008. 240p

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