segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

                                 O ano é novo....e a vida?

Alguns momentos da nossa vida são essencialmente especiais para nos dedicarmos a reflexão. Podemos citar a data do aniversário, o desencarne de algum familiar querido, uma grande tragédia que vez ou outra se abate sobre a Humanidade provocando muitas perdas de vidas. Assim também, o Natal e o início de um novo ano podem ser ricas oportunidades para a pessoa que queira fazer um “balanço” existencial. 

Afinal um novo ano irá representar sempre um momento de expectativa e de sonhos que nem sempre se realizam. Se a meta for ser feliz e conquistar sucesso, vale a pena refletir, sob o ponto de vista espiritual, o que isso realmente significa.

Um ano se encerra com seu acervo de experiências, com suas realizações e frustrações, com seus momentos bons e maus...

Um ano se inicia com sua carga de esperanças.


Bom lembrar que os piores dias do ano não foram aqueles em que enfrentamos o mal, mas sim os dias em que não cultivamos o Bem.

 

Quantas anos novos já vivenciamos cheios de promessas de melhora que nunca foram cumpridas. Sai ano e entra ano e continuamos na mesma com os velhos problemas de sempre. Fazemos projetos que visam somente nosso avanço como homens do mundo sem nos ocuparmos com o que é, de fato, essencial.

Parece-nos fundamental saber qual é o objetivo da existência humana. Evoluir, desenvolvendo em cada um de nós, as potencialidades divinas.

O Espiritismo como doutrina do autoconhecimento, à luz do Evangelho do Cristo, conduz o homem a conhecer-se em sua essência Imortal, conscientizando-o de que o seu próprio destino é consequência de suas ações, fruto do seu livre arbítrio. 


Informa ao homem que ele é o responsável pela sua felicidade ou infelicidade, não transferindo para outro a culpa dos equívocos ou mérito dos acertos cometidos. 

 

O ano nunca será novo se ainda formos pessoas velhas, sem vida espiritual em Cristo.

Para melhor aproveitar estes momentos, reflitamos a respeito da afirmativa do apóstolo Paulo (Efésios 5:14-17):

“Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará! Portanto, andai prudentemente, não como néscios, mas como sábios, usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor”.

Em pleno século 21, difícil entender que ainda existam irmãos que não tem essa consciência e vivem dormindo, por longo tempo, o sono da indiferença, correndo atrás de algo que não se pode agarrar.


Tolos e insensatos, embora crendo-se acordados para as duras realidades da vida física, revelam-se verdadeiros sonâmbulos que falam e ouvem quanto às verdades concernentes ao espírito!

 

Acreditam tudo saber, porém não sabem nada! Para estes tudo está sob controle.

Nunca desconfiaram da beleza que é o imponderável da vida que, de um momento para outro, nos conduz aos pontos mais altos e depois despeja-nos nos desfiladeiros das sombras em eternos processos de aprendizagens.

Aprofundemos a análise. Podemos começar com o que há de errado em nós.

Diante das ofensas, perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete, isto é, perdoar incessantemente, incondicionalmente àqueles que nos ofendam, sem guardar ressentimentos ou mágoas.

Frente o desajuste alheio, não julgar, não discriminar, procurando ajudar os que nos prejudiquem.

Enfrentando as dificuldades do mundo, confiar na proteção divina, fazendo o melhor, buscando o Reino de Deus e a sua Justiça, confiantes de que tudo o mais virá por acréscimo.

Diante do falecimento de entes queridos, expressar fé e esperança cultivando bom ânimo. Retomar a normalidade, reassumir nossas vidas, deixando aos mortos os cuidados de enterrarem seus mortos, conforme a expressão evangélica, evitando questionamentos e apego, que paralisam nossa iniciativa e perturbam os que retornam à Pátria Espiritual.

Diante do Mal recebido por outrem considerar que antes de ver o cisco no olho do irmão é preciso retirar a lasca de madeira que está em nosso olho. Não nos parece apropriado apontar nos outros, males que não superamos.

Se já assimilamos suficientemente os conhecimentos exarados por Jesus, os quais, tão claramente, nos foram apresentados por Allan Kardec, eminente codificador a Doutrina Espírita, já é mais do que hora de nos submetermos às disciplinas necessárias, que refletiriam nosso empenho não apenas em assimilar, mas sobretudo, vivenciar estes ensinamentos.

Poderíamos então:

- estudar regularmente os ensinamentos de Jesus, pois para vivenciá-los, é imperioso compreendê-los;

- estabelecer, da mesma forma que nos ocupamos com a saúde física, o hábito da prática de exercícios diários de perdão, tolerância, fé, compaixão, caridade, bondade, paciência, esperança, com o fim de desenvolvermos maior “musculatura” no Espírito;  

- lembrar, com maior frequência, de perguntarmos a nós mesmos, frente às situações difíceis, nas contrariedades, nos problemas e tentações da jornada humana: “O que faria Jesus em meu lugar? ”

- não esperar pelo pedido de auxílio de algum companheiro ou irmão desconhecido, procurando ir ao encontro da dificuldade, pois sempre que nos dispomos a colaborar, o alto encaminha a necessidade. Sempre melhor e mais feliz auxiliar que precisar ser auxiliado.

Lembrar que somos filhos de Deus, fadados à perfeição relativa, e que já trazemos em nós todos os recursos necessários para a implementação do Reino Divino em nossos corações.

Enfim, para os próximos 365 dias de 2025 manter luta firme contra as imperfeições que ainda demoram em nosso íntimo, sem dar tréguas, não contemporizando com as mazelas que há muitas existências teimamos em cultivar.

Se dessa luta sairmos vencedores, retirando-nos da mesmice secular que fatalmente nos conduz à egoística busca das vitórias externas e efêmeras, haveremos de alcançar a suprema conquista da auto superação, compreendendo que a finalidade precípua da Vida é a da pratica do bem e, por acréscimo da misericórdia do Pai, sermos felizes.   

Deus seja louvado! Jesus, nosso Mestre, abençoe-nos hoje e sempre. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

 

JESUS, LUZ DO MUNDO

Uma nova era principiara com a descida de um ser de Luz aos domínios das trevas.

Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo.

Na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova.

A esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza.

la chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras, trazendo à Terra a sementes do mais puro amor Divino.

Sua presença, entre nós, configura-se como a mais legítima e verdadeira representação de Deus entre os homens. Se quisermos fazer uma ideia do amor divino, basta que observemos o amor que Jesus espalhou entre nós, quando aqui esteve encarnado.

Ainda hoje, o Natal é Jesus retornando a nós, em suave chamado à porta de nossa alma, para que voltemos nossa atenção a Ele.

Tudo o que se refere a Jesus é grandioso. Sendo uma figura de expressão máxima nos conceitos que nos trouxe, está também profundamente integrado com a história e as necessidades do espírito humano.

Espírito puro, governador espiritual da Terra, segundo nos relata Emmanuel no livro A Caminho da Luz, como integrante divino da Comunidade de Espíritos Puros, Jesus foi, em companhia de outros seres sublimes, co-criador do planeta.

Pelos estudos da Ciência, o planeta Terra foi criado há aproximadamente, 4.8 bilhões de anos. Imagine, amigo leitor que nesta época inimaginável para nosso entendimento, Jesus já integrava esta Comunidade e já era um espírito puro.

Portanto, é logico afirmar que o Mestre não fez sua trajetória evolutiva na Terra, quiçá em nosso sistema Solar. É bem provável que tenha feito sua evolução até em outro Universo, já que, presentemente, o conceito de Multiverso e não mais Universo, é defendido por vários eminentes cientistas.

Com a encarnação de Jesus na Terra há dois mil anos, nosso planeta passou de mundo primitivo para planeta de expiações e provas. Ou seja, subimos na graduação das moradas da casa do Pai, porque sua existência abriu as portas da Terra para um sem número de almas necessitadas que orbitavam dimensões e outros planetas.

Embora a Terra continuasse a receber espíritos primitivos que, recém dotados de razão, iniciavam seu périplo evolutivo, ela passou a acolher espíritos relativamente mais evoluídos, porém ainda largamente comprometidos com atitudes imperfeitas e que deveriam expiar ou resgatar aqui seus males. De berçário para almas primitivas, passamos a escola, hospital e prisão para almas enfermas e necessitadas que ainda somos.

Jesus foi, historicamente, o primeiro homem a trazer o conceito de fraternidade irrestrita. Em uma época em que falar de fraternidade podia ser considerado quase uma aberração, Jesus, pelo ensinamento a Pedro de perdoar setenta vezes 7 vezes, instituiu a toda humanidade o perdão incondicional e infinito.

“Quem é minha mãe e quem são meus irmãos”, deflagrando sobre a Terra o imortal conceito da família universal, aquela que pertence não aos laços da consanguinidade.

Na famosa passagem da Transfiguração no Monte Tabor, ladeados por Moisés e Elias, Jesus no centro das três revelações, personifica-se como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria. Moisés na representação da justiça Divina; Elias, na representação do Espírito da Verdade e no centro, Jesus, na sublime representação do Amor, como a nos ensinar que sem o Amor a justiça será, muitas vezes, imparcial e violenta, assim como a Verdade poderá ferir ou cegar.

Disse o Mestre:

Não penseis que vim destruir a lei e os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhe cumprimento”.

Como nosso único Mestre, Jesus, elevando as concepções antigas da lei Mosaica, traz-nos o clarão da verdade imortalista.

 

“Aprendestes que foi dito: olho por olho e dente por dente”.

Assim, aos que Lhe escutavam, admoestava trazendo nova luz ao mundo:

Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal que vos queiram fazer; que se alguém vos bater na face direita, lhe apresenteis também a outra”.   Mateus (5:38-42).

 

“Aprendestes que foi dito aos antigos: Não cometereis adultério”.

E acrescentava, aprofundando os conceitos da infração e justiça:

“Eu, porém, vos digo que aquele que houver olhado uma mulher, com mau desejo para com ela, já em seu coração cometeu adultério com ela”.  Mateus (5:27-28)

 

“Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo”.

Iluminava no entendimento correto do mandamento:

Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo”.  Mateus (5:21-22) 

Jesus veio nos ensinar a viver do amor que se dá e não do amor que se recebe. Pois somente o que se dá, é o que realmente possuímos e dele nos nutrimos.

Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado". (Mateus 13:12)

Jesus ensinou-nos a religião do e no coração. Essa religião não tem os rótulos que conhecemos, sendo, talvez, sua mais perfeita denominação Amor, Caridade ou Perdão. Uma religião que nos convida a servir a Deus, através do amor ao próximo, e não que Deus nos sirva nas coisas que desejamos, como crianças birrentas que ainda somos.

 

JESUS E O ESPIRITISMO

O Espiritismo, que representa o Consolador prometido pelo Cristo aos séculos posteriores à sua vinda ao mundo, veio atender à orientação divina de que a verdade se tornasse inteligível para todo mundo, como narrado por Jesus, na parábola dos trabalhadores da Vinha.

Diz-nos Dr. Inácio Ferreira em obra que responde a cartas de leitores: “Como aceitar o Espiritismo, como sendo o advento do Consolador da promessa de Jesus, negando-lhe ser a revivescência do Cristianismo”?

E continua o médico psiquiatra, através do médium Carlos Baccelli:

“O grande mérito de Kardec, a meu ver, foi o de aproximar a Verdade do Amor, ou seja, espiritualizar antigas verdades, que, desde os tempos dos Vedas, há mais de 5.000 anos, já se encontravam no mundo! Ele espiritualizou a Filosofia e a Ciência, mostrando que a finalidade precípua do Conhecimento é a de tornar o homem melhor”.

Kardec, de maneira sem igual, trouxe Jesus para o Espiritismo, com ênfase na obra basilar: O Evangelho segundo o Espiritismo.

Em depoimento precioso, Chico Xavier nos adverte:

“Se tirarmos Jesus do Espiritismo, vira uma comédia. Se tirarmos religião do Espiritismo, vira um negócio. A Doutrina Espírita é Ciência, Filosofia e Religião. Se tirarmos a Religião, o que é que fica? “                  

Em resumo, o Espiritismo sem Jesus, a luz do mundo, será uma doutrina como tantas as outras, e não passará de mera teoria.

A presença de Jesus Cristo no Espiritismo, alicerçada, fundamentalmente no seu aspecto religioso, é capaz de penetrar no coração do homem, logrando transformar a Humanidade.

Natal! Glória a Deus! Paz na Terra! Boa Vontade para com os Homens!

* Todos os grifos são meus

Referências

(1) Emmanuel. A caminho da Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 13ª ed. Brasília. Editora FEB, 1985. 218 p.

(2) Ferreira, Inácio. Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas. Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª ed. Uberaba. Editora LEEPP, 2008. 240p

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

 

Há crianças no mundo espiritual? – Parte II

 Ao reencarnar o espírito necessita do perispírito para auxiliar na formação do novo corpo físico que irá habitar, como visto no artigo anterior. Por esta razão, a infância é uma fase necessária e importante para a adaptação do espírito às suas novas condições existências e como período propício aos que lhe são responsáveis para educá-los. Com o passar do tempo e consequente desenvolvimento dos órgãos físicos, o espírito também se desenvolve.

Todos que convivem com crianças e observam as atitudes pueris e inocentes, peculiares desta fase graciosa, não as reconhece mais quando o ser adentra a adolescência e atinge a fase adulta.

Mas como explicar? Como entender se o Espírito é exatamente o mesmo?                             

O que explica é que o Espírito, durante esta fase, reveste-se com as características e modos infantis, justificado pela forte influência exercida e pela imaturidade dos órgãos do corpo físico.

Pertinente transcrevermos a questão 380 de o livro dos Espíritos.

“Abstraindo do obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livre manifestação, o Espírito, numa criancinha, pensa como criança ou como adulto”?

“Desde que se trate de uma criança, é claro que, não estando ainda nela desenvolvidos, não podem os órgãos da inteligência dar toda a intuição própria de um adulto ao Espírito que a anima. Este, pois, tem, efetivamente, limitada a inteligência, enquanto a idade lhe não amadurece a razão. A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito, por ocasião do nascimento. Só gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos. Há um fato de observação, que apoia esta resposta. Os sonhos, numa criança, não apresentam o caráter dos de um adulto. Quase sempre pueril é o objeto dos sonhos infantis, o que indica de que natureza são as preocupações do respectivo Espírito. ”

Se assim se dá por ocasião da encarnação do espírito, precisamos compreender o que ocorre no outro extremo da existência física.

Por ocasião da morte, o perispírito irá se desligar da matéria mais grosseira (corpo físico) a qual se achava unido, de maneira mais ou menos lenta, de acordo com a condição evolutiva do Espírito.

Se para reencarnar o perispírito sofre a influência da mente para oferecer a matriz da formação da indumentária física, ao morrer, sob o influxo diretor da mente, o mesmo perispírito, irá ditar o aspecto físico que teremos no mundo espiritual.  

Bem, vamos tratar do caso de desencarnação na fase infantil que de fato, é o que, neste post, nos interessa elucidar.

Quando o desencarne ocorre durante a fase infantil da vida física, o perispírito poderá manter a forma física de criança no mundo espiritual. Recorde-se que, no artigo anterior, aprendemos que o perispírito, sob o influxo diretriz do espírito, é o responsável pelo estabelecimento da forma humana.

No Espírito é que está a consciência. Nele o comando. O Perispírito, conquanto composto por matéria mais sutil que a do corpo físico, ainda é matéria, porém, por esta composição, digamos, mais maleável, altera sua forma, com maior ou menor velocidade, após a morte.

Quanto mais evolui o Espírito, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro. Quer dizer que, quanto mais evoluído for o Espírito, menos sujeito estará às impressões influenciadoras da matéria.

No capítulo 29 do livro Entre a Terra e o Céu recebido pela psicografia de Chico Xavier, o autor Espiritual André Luiz mantém proveitoso diálogo com Hilário e o Ministro Clarêncio. Dialogando sobre a reencarnação o ministro apresenta curiosa e sábia comparação:

“Imaginemos um pêssego amadurecido, lançado à cova escura, a fim de renascer.  Decomposto em sua estrutura, restituirá aos reservatórios da Natureza todos os elementos da polpa e dos demais envoltórios que lhe revestem os princípios vitais, reduzindo-se no imo do solo ao embrião minúsculo que se transformará, no espaço e no tempo, em novo pessegueiro”.

 

Hilário aproveita o ensinamento do didático exemplo e dirige uma questão ao instrutor que vem sedimentar nossos conhecimentos sobre o tema que nos interessa. Vejamos o texto:

 “Então, por isso é que as crianças desencarnadas reclamam período de tempo mais ou menos longo para demonstrarem crescimento mental, como ocorre na existência comum...”

E Clarêncio responde: 

“Isso acontece com a maioria, de vez que há exceções na regra. Em muitas circunstâncias, semelhante imposição não existe. Quando a mente já desenvolveu certas qualidades, aprimorando-se em mais altos degraus de sublimação espiritual, pode arrojar de si mesma os elementos indispensáveis à composição dos veículos de exteriorização (entenda-de perispírito), de que necessite em planos que lhe sejam inferiores.

 

Nesses casos, o Espírito já domina plenamente as leis de aglutinação da matéria, no campo de luta que nos é conhecido e, por esse motivo, governa o fenômeno da própria reencarnação sem subordinar-se a ele.

Como vemos, na mente reside o comando. A consciência traça o destino, o corpo reflete a alma. Toda agregação de matéria obedece a impulsos do espírito. Nossos pensamentos fabricam as formas de que nos utilizamos na vida”.

Quando a mente já desenvolveu “certas qualidades” e o “domínio pleno das leis de aglutinação da matéria”, enfatizamos.

Sem dúvida são fatores que franqueiam ao Espírito, quando desencarna na fase infantil, restituir sua mente e aspecto físico na forma desejada. Ao contrário, quando estas qualidades ainda não fazem parte do patrimônio espiritual, deve a criatura desenvolver-se física e mentalmente no mundo espiritual, obedecendo aos rígidos ditames da lei que diz quanto mais apegado aos bens materiais, mais materializado se achar o homem, tanto maior serão os laços que o prendem à matéria e, portanto, mais difícil e penoso lhe será libertar-se destas impressões, cuja duração, percebe-se, pode variar ao infinito.

Claríssima a explicação.

Dependendo da condição evolutiva do Espírito, a refletir no seu maior ou menor desprendimento dos clichês e condicionamentos mentais, que muitas vezes a vida na Terra se nos impõe, a capacidade da mente em disparar comandos para as necessárias modificações perispirituais, ocorrerá com maior ou menor intensidade e rapidez.

Entendido?

Vale dizer que todas as crianças que aportam o mundo espiritual pela desencarnação, são acolhidas e encaminhadas, observadas suas necessidades, para setores apropriados, sempre por espíritos amorosos prontos a recebê-los, favorecendo a recuperação e a continuidade de seu desenvolvimento, interrompido no cenário terrestre. Brincar, correr, cantar, enfim coisas comuns que qualquer criança, na Terra realiza. No mundo espiritual por que não a continuidade das atividades normais de uma criança?

Não há criança abandonada no mundo espiritual.

As almas das crianças, volvem ao mundo espiritual, pois a alma possuía sua individualidade antes de encarnar e a conserva após a separação do corpo.

Mesmo nos casos da desencarnação por graves enfermidades, envolvidos em acidentes e por inexplicáveis quanto inaceitáveis crimes que elas sofrem e que nos desafiam a permanecer firmes na fé ao Divino. Haverá nisso alguma impossibilidade, alguma coisa que repugne à razão? De modo nenhum, tudo, ao contrário, nos afirma que não pode ser de outra maneira, recordando os atributos divinos.

Sem pretensão de esgotar este assunto, que é complexo e que requereria muitas outras reflexões e estudos, concluímos afirmando, que no mundo espiritual adjunto à dimensão em que habitamos, as crianças que por lá existem possuem duas origens. Uma delas é essa que acabamos de explanar, ou seja, crianças que desencarnam ainda na fase infantil na Terra e mantém a forma infantil, por período transitório, na dimensão espiritual em que passam a habitar. A outra origem, é aquela de crianças que nascem no próprio mundo espiritual.

Mas isso, já é uma outra história!!!!!!! 

* Todos os grifos são meus

Referências

(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

(2) Luiz, André. Entre a Terra e o Céu. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 17ª ed. Brasília. Editora FEB, 1954. 266 p.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

 

Há crianças no mundo espiritual? - Parte I

 

O Espírito encarnado ainda não ponderou devidamente o conjunto de possibilidades divinas guardadas em suas mãos, dons sagrados tantas vezes convertidos em elementos de ruína e destruição”.

O Consolador, q. 320 – Emmanuel / Chico Xavier

 

A dúvida e às vezes até a descrença, no que concerne à existência de crianças no mundo espiritual tem sua origem nas orientações (ou desorientações?) religiosas da antiguidade, bem como, na falta de conhecimento da maioria das pessoas acerca da realidade espiritual que governa a criatura humana. Talvez, melhor me expressando, a dúvida resida na ignorância de como a obra Divina se estrutura sobre a Terra, quando nos referimos aos seres vivos.

É óbvio que não nutrimos a pretensão de saber de forma plena como esta estruturação possa ocorrer. E quem aqui na Terra a pode conceber? Entretanto, com os conhecimentos da Doutrina Espírita, temos material mais que suficiente para nossos estudos e reflexões.

Para fundamentar a resposta à pergunta do título deste artigo, há necessidade de uma pequena digressão, à qual, convido ao leitor acompanhar-me o raciocínio.

Notemos como tudo está perfeitamente alinhado e segue um princípio de sequência que os estudos científicos já identificaram nos seres vivos, porém, em se tratando dos estudos e pesquisas no campo do espírito, muito ainda há que se fazer.

- NECESSIDADE DE COMPREENSÃO SOBRE O PERISPÍRITO

Desde que “nasce” para a vida espiritual, o Espírito necessita revestir-se de um tipo de matéria semi-condensada (corpo espiritual), que possibilite o intercâmbio de informações e sensações entre o espírito e a matéria, inclusive para poder atuar sobre a matéria mais grosseira (corpo físico).

Este corpo espiritual era conhecido e foi estudado há milênios pelos iniciados nas ciências secretas, por magos, médiuns e filósofos. Pitágoras, Aristóteles, Platão, Tertuliano, Hipócrates, Paulo de Tarso e Paracelso, dentre outros, o conheciam sob as mais diversas denominações. Entretanto, Allan Kardec na questão 93 do Livro dos Espíritos, é quem melhor o define utilizando uma comparação simples: Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito”.

É ele o laço que liga a alma ao corpo, sua natureza semimaterial faz com que participe tanto do mundo físico como do espiritual. O Perispírito tem composição adequada ao estado de evolução do espírito, sendo a princípio, rudimentar.

Conhecido como o laço que une a matéria ao espírito, o Perispírito é a matriz e o modelo para a formação do corpo físico que abrigará o Espírito.

Allan Kardec afirma no livro A Gênese

“...o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra”. 

Assim o perispírito, é o inspirador da forma corpórea, a qual submete-se à ação limitada dos caracteres hereditários herdados dos pais. Ou seja, o Espírito, na reencarnação, através do perispírito, plasma o corpo físico mais adequado e apropriado para suas necessidades evolutivas.

Citamos a questão 196a de O Livro dos Espíritos:

“É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou o Espírito que influi sobre o corpo?  “Teu Espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece: eis tudo”.  

Mais claro que isso, impossível!

Depreende-se desta breve explanação que o Espírito evolui no mundo físico e no mundo espiritual e que se faz acompanhar, para tanto, de um corpo de natureza semimaterial que viabiliza sua manifestação nas diversas dimensões que habita, além de conferir a individualidade do espírito, após a desencarnação.

Tendo apresentado este preâmbulo, podemos nos sentir um pouco embasados para chagarmos ao ponto fundamental do desenvolvimento do nosso raciocínio, acerca da existência de crianças no mundo espiritual.                                                

Para tanto, analisemos algumas questões de O Livro dos Espíritos.

À questão 142, os instrutores da espiritualidade expressam, sem sombra de dúvida, o conceito de que o Espírito é uno tanto na criança como no adulto.  Portanto não há diferença, a não ser a do grau de evolução, no tocante à parte espiritual. Inclusive, afirmam na questão 197 que o Espírito de uma criança pode até ser mais evoluído que o de um adulto. Exemplos disso verificamos muitas vezes nas famílias em nosso plano de vida em que o filho, ainda criança ou jovem, manifesta caráter mais ilibado que o dos pais.

O Espírito não acompanha em sua estruturação as diferentes fases das características físicas pelas quais passa o ser humano encarnado na Terra. Seja feto, embrião, criança, jovem, adulto ou idoso, o espírito em qualquer destas fases do corpo físico, repetimos, é uno.

Enfatizamos que, o Espírito em sua origem não foi criado criança. As referências que encontramos em vários textos e obras de cunho filosófico ou religioso sobre a infância espiritual, referem-se ao sentido do Espírito não trazer ainda amadurecimento do senso moral e nem conhecimentos básicos solidificados sobre as questões próprias da espiritualidade.

Seria o chamado “estado de natureza” a que se refere a questão 776 de O Livro dos Espíritos;

Dizer que tal espírito é infantil deve ser entendido, portanto, como o estado ou ponto de partida do seu desenvolvimento intelectual e moral, como ser imortal.

Exemplificando, poderíamos dizer que, as pessoas que ainda se encontram na fase de infância espiritual são aquelas que não se preocupam com as questões transcendentais da existência do tipo de onde venho, para onde vou, o que estou fazendo aqui na Terra. Qual o objetivo da minha vida?

Estas simples reflexões, quando realizadas, deveriam conduzir a criatura, naturalmente, ao desenvolvimento de padrões de pensamentos que influem positivamente no seu estado de vida, olhando e agindo de forma diferente, nas diversas situações da vida.

Outro exemplo pode associar a ação nociva dos malfeitores em geral que, movidos pelos mais absurdos propósitos, não encontraram nenhum sentido em sua vida física quanto mais na dos outros. São Espíritos que estacionaram na infância espiritual do desenvolvimento do senso moral, embora não sejam mais crianças quanto ao aspecto físico.   

 

Fim da primeira parte. No próximo artigo, concluiremos nossos estudos e reflexões sobre este assunto.

(*) Todos os grifos são meus.

Referências

(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

(2) Kardec, Allan. A Gênese. Os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro da 5ª edição francesa. 25ª ed.  Rio de Janeiro. Editora FEB, 1944. 424p.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

 

AS ARISTOCRACIAS

Desde a antiguidade clássica, com Aristóteles, Platão, Heródoto, entre outros, a perene preocupação de como e quem deveria governar uma sociedade, um país, sempre gerou grandes debates sobre as diferentes formas de governo.

Situada conceitualmente como uma espécie de meio termo entre a monarquia e democracia, a aristocracia, palavra de origem grega que significa “poder dos melhores”, foi concebida originalmente como uma forma de governo formada por um grupo de pessoas escolhidas segundo suas virtudes políticas e capacidades para promover o bem comum.

Em artigo sobre este tema, encontra-se que: “Para os filósofos gregos, na aristocracia o poder estaria na mão dos cidadãos que fossem dotados de uma boa formação moral, capaz de interpretar os interesses do povo. Com um extraordinário conhecimento sobre a ética, esse grupo estaria blindado das possibilidades de corrupção orquestradas para privilegiar interesses próprios ou o interesse dos mais ricos”.

Claramente se observa, a sublime intenção registrada desde a antiguidade, porém que em razão da imperfeição humana, ainda estamos longe de atendermos aos critérios de “formação moral” ou “interpretar os interesses do povo” com “ética” e “blindados contra a corrupção” que, com as naturais exceções, são predicados raríssimos, senão plenamente ausentes, na classe política do Brasil e alguns outros países.  

Durante a Idade Média, o termo aristocracia ganhou um novo significado deturpado do conceito original da antiguidade, e que é mais conhecido atualmente. Passou, a aristocracia, a se denominar o grupo privilegiado de pessoas que ocupa a posição mais abastada no estrato social das sociedades como um grupo de privilegiados e nobres, os aristocratas. Pode ser considerada a elite de nossos dias.

Aliás, com raras exceções, as elites sempre ignoraram Jesus, ao ponto de ele exclamar: "Graças te rendo, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haverdes ocultado estas coisas aos doutos e aos prudentes e por as teres revelado aos simples e pequenos".  

O que irá anunciar o Evangelho às elites é o Anjo da Dor!

Para auxiliar nossos estudos e reflexões sobre o tema aristocracia, neste artigo, desejo referir-me ao livro Obras Póstumas.

Este livro, publicado pelos integrantes da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas 21 anos após o desencarne do codificador, em 1890, é uma compilação de textos não publicados. Provavelmente, teriam sido apresentados em outras obras, caso Kardec não houvesse desencarnado antes.

Importante estudo realizado por Allan Kardec, encontra-se registrado nesta obra, cujo texto a que me refiro, encontra-se localizado no final da primeira parte do livro, denominado “As Aristocracias”.  Vejamos que influência e qual importante contribuição o Espiritismo pode exercer na sua aplicação.

Nele, Kardec apresenta uma proposta de como, ao longo das idades ou eras da Humanidade, surgiram as estruturas de poder, independente dos mais diversos rótulos políticos e sociais criados pelas pessoas até os dias atuais. Deste estudo, naturalmente surge a dedução de como será no futuro, sempre sob a ótica e os ensinamentos espíritas.

Diz-nos o eminente codificador:  

“Em nenhum tempo, nem no seio de nenhum povo, os homens, em sociedade, hão podido prescindir de chefes; com estes deparamos nas tribos mais selvagens. Decorre isto de que, em razão da diversidade das aptidões e dos caracteres inerentes à espécie humana, há por toda parte homens incapazes, que precisam ser dirigidos, homens fracos que reclamam proteção, paixões que exigem repressão. Daí a necessidade imperiosa de uma autoridade. É sabido que, nas sociedades primitivas, essa autoridade foi conferida aos chefes de família, aos antigos, aos anciãos; numa palavra: aos patriarcas”.

Surge então a primeira de todas as aristocracias, a Patriarcal.

Afirma Kardec que como as sociedades foram se ampliando e tornando-se numerosas, a autoridade patriarcal veio a ficar impotente em certas circunstâncias, sobretudo em razão dos combates e conflitos entre os povos.

“Para dirigir os povos durante os combates – elucida Kardec - os mais velhos perderam espaço para os homens fortes, vigorosos e inteligentes; daí surgirem os chefes militares. Vitoriosos, estes chefes foram investidos da autoridade, esperando os seus comandados que com a valentia deles estariam garantidos contra os ataques dos inimigos”.

Surgia no horizonte da humanidade a segunda aristocracia que era a da autoridade, da força bruta.

Naturalmente, os fortes, elevados à condição de líderes, transmitiam a seus filhos a autoridade de que desfrutavam; e os fracos, nada ousando dizer, se habituaram pouco a pouco a ter esses filhos por herdeiros dos direitos que os pais haviam conquistado e a considerá-los seus superiores.

Nascia, devagar, sem muita contestação dos dominados a terceira aristocracia, denominada do nascimento.

Ela estabeleceu a divisão da sociedade em duas, sendo a classe dos superiores que mandavam e a classe dos inferiores que obedeciam.

Trata-se de uma aristocracia poderosa, exemplificada nas monarquias, quando os reis transmitiam a autoridade para os filhos. Para mantê-la, ela se permitiu todos os privilégios e fez as leis em seu próprio proveito dando muitas vezes, o direito divino para torná-los incontestáveis e invioláveis.

Aliás, muito semelhante à atual realidade, que, embora não sejamos uma monarquia, nossas autoridades constituídas, legislam em causa própria para se eternizarem no poder.   

Mas, voltemos ao nosso ponto.

Kardec esclarece, fazendo de fato uma interessante previsão:

“A fim de lhes assegurar o respeito das classes submetidas, que cada vez mais numerosas se faziam e mais difíceis de ser contidas, mesmo pela força, um único meio havia: impedi-las de ver claro, isto é, conservá-las na ignorância”. Estão vendo? Parece que conhecemos este filme.

Mas como a classe submetida foi obrigada a trabalhar para viver, e trabalhar tanto mais quanto mais premida se achava, resultou que essa necessidade lhe desenvolveu a inteligência e fez com que as próprias causas, de que os da classe superior se serviam para trazê-la sujeita, a esclarecessem. “Não se patenteia aí o dedo da Providência?”  sabiamente questiona o codificador.

Aos poucos os privilégios foram sendo abolidos e a igualdade sendo estabelecida. Isto marcou entre alguns povos o fim do reinado da aristocracia de nascimento, que passou a ser apenas nominal e honorífica, porquanto já não confere direitos legais.

Elevou-se então uma nova potência, a do dinheiro, porque com dinheiro se dispõe dos homens e das coisas. Era um sol nascente e diante do qual todos se inclinaram, como outrora se curvavam diante de um brasão. O que não se concedia ao título, concedia-se à riqueza e a riqueza teve igualmente seus privilégios.

Surge a aristocracia do dinheiro, a quarta aristocracia.

Logo, porém, se aperceberam de que, para conseguir a riqueza, certa dose de inteligência era necessária, não sendo necessária muita para herdá-la, e de que os descendentes são quase sempre mais hábeis em a consumir, do que em ganhá-la, de que os próprios meios de enriquecimento nem sempre são irreprocháveis, donde resultou ir o dinheiro perdendo pouco a pouco o seu prestígio moral e tender essa potência a ser substituída por outra, por uma aristocracia mais justa: a da inteligência.

A aristocracia da inteligência, é a quinta que surgia entre os homens.

Esta parece ser uma aristocracia mais democrática, pois a ela podem pertencer tanto o pobre como o rico. Mas como o homem inteligente pode fazer mau uso das suas faculdades, e não vem acompanhado da moralidade, será esta a última aristocracia expressando a humanidade civilizada?  

Kardec esclarece que: “a reunião dessas duas faculdades, inteligência e moralidade, é necessária a criar uma preponderância legítima, a que a massa se submeterá cegamente, porque lhe inspirará plena confiança, pelas suas luzes e pela sua justiça”.

Para Kardec está “será essa a última aristocracia, a que se apresentará como consequência, ou, antes, como sinal do advento do reinado do bem na Terra. Ela se erguerá muito natural mente pela força mesma das coisas. Quando os homens de tal categoria forem bastante numerosos para formarem uma maioria imponente, a massa lhes confiará seus interesses”.

Conclui Kardec sobre a ocorrência de cada uma das aristocracias em momentos diversos no seio dos povos:

“Como vimos, todas as aristocracias tiveram sua razão de ser; nasceram do estado da Humanidade; assim há de acontecer com o que se tornará uma necessidade. Todas preencheram ou preencherão seu tempo, conforme os países, porque nenhuma teve por base o princípio moral; só este princípio pode constituir uma supremacia durável, porque terá a animá-la sentimentos de justiça e caridade.

Essa será a sexta aristocracia, chamada de aristocracia intelecto-moral.

Concluímos dizendo que atingir esta situação não será obra de um dia. O Espiritismo, através dos princípios espirituais que, por excelência, esclarece, é um dos fortes precursores da aristocracia intelecto-moral.

* Todos os grifos são meus.

Referência:

(1)Aristocracia. Camila Betoni. Disponível em: https://www.infoescola.com/politica/aristocracia/. Acesso em: 14 novembro 2024.

(2) Kardec, Allan. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 17ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1890. 395p.

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