segunda-feira, 20 de abril de 2026

 

Tríade do barulho.

Uma tríade há, que cada vez mais amplia sua frequência aumentando uma triste estatística nos programas de saúde, e por esta razão deve merecer sempre muito cuidado e atenção por parte dos que com ela convivem.

Trata-se da depressão-obsessão-suicídio.

Embora nem sempre ocorra nesta sequência necessariamente, certo é que se encontram, normalmente, entrelaçadas.

A depressão, segundo a medicina terrestre, resulta de uma interação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos, sendo que pessoas que passaram por eventos adversos na vida (desemprego, luto, eventos traumáticos) têm maior probabilidade de desenvolvê-la.

Estima-se que 4% da população mundial, aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo sofrem depressão, de acordo com dados do ano de 2021.

Conhecida como uma doença de origem milenar, já na Grécia Antiga, Hipócrates, há mais de 400 anos antes de Cristo, dizia:

"Se o medo e a tristeza duram muito tempo, esse estado é melancolia"

Considerado o pai da Medicina, Hipócrates, desenvolveu a teoria dos humores, descrevendo como "melancolia", uma doença decorrente de um desequilíbrio dos humores corporais, especificamente o excesso de "bile negra".  

Freud, em 1917, descreveu-a em sua obra "Luto e Melancolia" como uma perda de um objeto (pessoa ou ideal) que o indivíduo não consegue superar.

No início do século XIX com o surgimento da psiquiatria como disciplina médica, o termo depressão, do latim "depressio", que significa depressão, passou a fazer sentido e foi incluída na classificação dos transtornos mentais.

Infelizmente, por não reconhecer a existência do Espírito, a nossa medicina tradicional, mais terapêutica do que preventiva, abre mão de conhecer uma das mais fortes origens deste transtorno. Porém, aos poucos, este quadro tem se alterado para melhor.

Allan Kardec no livro A Obsessão (1950) esclarece, a respeito da importância do Espiritismo para lidar com estas alterações:

“Abrindo novos horizontes a todas as ciências, o Espiritismo vem, também, esclarecer a questão muito obscura das doenças mentais, assinalando uma causa que, até agora, não era levada em conta: causa real, evidente, provada pela experiência e cuja verdade mais tarde será reconhecida. Mas como levar a admitir-se tal causa pelos que estão sempre dispostos a mandar para o hospício quem quer que tenha a fraqueza de acreditar que temos alma e que está representa um papel nas funções vitais, sobrevive ao corpo e pode atuar sobre os vivos?  

E acrescenta vaticinando para a medicina no futuro:

“Graças a Deus, e para o bem da Humanidade, as ideias espíritas fazem maior progresso entre os médicos do que era dado esperar e tudo leva a crer que, em futuro não muito remoto, a medicina sairá enfim da rotina materialista.”

          Considerando o assunto em pauta neste artigo, destaco de capital importância a resposta dada pelos espíritos superiores a Allan Kardec à questão 459 de O Livro dos Espíritos, à qual pode até causar muita estranheza para os neófitos:

“Influem os Espíritos em nossos pensamentos e atos?

R. Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que de ordinário, são eles que vos dirigem”

A estes que são “dirigidos”, Kardec se referia, principalmente, aos encarnados totalmente ignorantes das realidades espirituais e da continuidade da vida após a desencarnação. E representam enorme massa da população mundial. 

Em número muito maior que os habitantes da Terra, os que habitam sua dimensão espiritual adjacente, formam uma imensa população invisível que nos acompanha e influencia. Sabedor desta verdade, Paulo, o apóstolo, na Epístola aos Hebreus afirma que: “estamos rodeados dessa grande nuvem de testemunhas.”

Vamos tentar entender melhor, aprofundando um pouco no tema.

No livro Os mensageiros, o instrutor Telésforo afirma que:

“a maioria dos homens na Terra encontram-se absolutamente distraídos das realidades eternas. A mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis, dentro das quais funciona e se movimenta. Isto é uma fatalidade evolutiva.”

Quer dizer que, cada vez mais, a mediunidade irá se ampliar, generalizando-se, como se espera, por ser uma das faculdades do espírito em desenvolvimento. Como ele disse, e repito, faz parte da evolução do espírito imortal. E não tem volta! O que é fundamental é que o homem se informe a respeito.

O instrutor Telésforo prossegue:

“Atendido, porém, o corpo revelará as necessidades da alma e vemos agora a criatura terrestre assoberbada de problemas graves, não só pelas deficiências de si própria, senão também pela espontânea aproximação psíquica com a esfera vibratória de milhões de desencarnados, que se agarram à Crosta planetária.”

A OMS (Organização Mundial de Saúde) aposta que em 2030 a depressão já será a doença mais comum do mundo, à frente de problemas cardíacos e cânceres. E o que é mais preocupante é que ao redor de 15% das pessoas com depressão grave cometem suicídio.

Esmagadora percentagem de habitantes da Terra não se preparou para os atuais acontecimentos evolutivos. Dessa aproximação das vibrações dos espíritos desencarnados de condição inferior aos homens da Terra, resultarão angustiosos conflitos ao espírito humano.

Embora a depressão seja um fator de indução ao suicídio, não é determinante. O suicida não estará isento de responsabilidade por seu ato, porquanto, em última instância, foi ele quem optou pela comprometedora fuga.

Pode alguém ser levado ao suicídio por influência de Espíritos obsessores? Respondemos que sim e que acontece com frequência. O espírito obsessor infiltrado nos pensamentos do obsidiado, insiste na ideia do suicídio, que repercute, incessantemente, em sua tela mental, podendo induzi-lo à iniciativa.

Como se vê, temos muito trabalho pela frente!

Um expressivo número dos transtornos mentais, embora não exclusivamente, origina-se de conflitos espirituais, relacionados com desajustes de vidas passadas, assim como pressões obsessivas da vida presente.

Só não percebe quem não quer, a incidência cada vez mais vertiginosa dos casos de sofrimento mental entre os encarnados lotando os consultórios dos médicos especialistas e dos sanatórios, sendo tratados com técnicas e medicações muito respeitáveis, que auxiliam em muito a remissão das alterações, porém, permanecem ignorando um dos fatores essenciais e fortemente envolvidos na gênese destas mesmas alterações: a sobrevivência e continuidade da vida do espírito imortal. Já vivíamos antes do berço e continuaremos a viver depois do túmulo, onde colheremos as consequências do que fizemos de nossa vida e de nosso corpo.

Jesus, em uma de suas mais marcantes expressões, afirma no Evangelho de João (8;32):

"E conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres.”

Muitos enganos e desatinos, vícios e maldades da criatura humana sustentam-se, quase sempre, na ignorância.

Muitos de nossos desajustes e enfermidades estão estreitamente relacionados com influências espirituais. Nada, porém, passível de sustos, desde que nos esclareçamos sobre o assunto, buscando a verdade, dispostos a seguir os caminhos de libertação sinalizados pela Doutrina Espírita.

(*) Todos os grifos são meus.

Referências

(1) Kardec, Allan. A Obsessão. Origens, sintomas e cura. Tradução de Wallace Leal V. Rodrigues. 8ª ed.  Brasília. Editora O CLARIM, 2022. 288p.

(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

(3) 2021 Global Burden of Disease (GBD) [base de dados online]. Seattle: Institute for Health Metrics and Evaluation; 2024 ( https://vizhub.healthdata.org/gbd-results/ , acessado em 17 de Abril de 2026).

(4) Luiz, André.  Os Mensageiros. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 33ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 268p.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

 

"As Trevas são organizadas"

Os espíritos inferiores, que muitas vezes são denominados espíritos das trevas, são almas que, criadas por Deus, em determinado momento de sua jornada evolutiva, encarnados ou desencarnados, deliberam conscientes e atendendo o próprio arbítrio, infringir a Lei Divina se comprazendo em praticar o mal.

Segundo Kardec no livro O Céu e o Inferno o Espiritismo, ao contrário de outras crenças não os reconhece como demônios por se prender à ideia de uma criação distinta do gênero humano, como seres de natureza essencialmente perversa, votados ao mal eternamente e incapazes de qualquer progresso para o bem.

Há Espíritos em todos os graus de adiantamento, moral e intelectual, e nestes diversos graus existe ignorância e saber, bondade e maldade.

Na questão 131 de O Livro dos Espíritos encontramos a lúcida palavra dos espíritos superiores sobre os seres imperfeitos:

“Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos. Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade (anjos), tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles.”

Lísias, no diálogo com André Luiz, no capítulo 44 de Nosso Lar, denominado As Trevas, traz luz sobre esta questão:

“Considere as criaturas como itinerantes da vida. Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. Outros, preferindo caminhar às escuras, pela preocupação egoística que os absorve, costumam cair em precipícios, estacionando no fundo do abismo por tempo indeterminado.

Curioso, André questiona sobre estas almas que caem:

Entretanto, que me diz dessas quedas? Verificam-se apenas na Terra? Somente os encarnados são suscetíveis de precipitação no despenhadeiro?

A que Lísias responde:

“Em qualquer lugar, o Espírito pode precipitar-se nas furnas do mal.”

Não somente os encarnados, mas também os desencarnados com os atos praticado na erraticidade se comprometem e podem arcar com suas irresponsabilidades em regiões mais profundas de dor e sofrimento.

Acrescenta o enfermeiro amigo:

“Há esferas de vida em toda parte. (...) Naturalmente, como aconteceu a nós outros, você situou como região de existência, além da morte do corpo, apenas os círculos a se iniciarem da superfície do globo para cima, esquecido do nível para baixo. A vida, contudo, palpita na profundeza dos mares e no âmago da terra.”

Compreendo que o entendimento sobre este tema, não seja assim tão simples. Espíritos existem em toda parte, inclusive no interior da terra (com letra minúscula, não nos referindo ao planeta Terra).

Como o Consolador prometido por Jesus, a doutrina espírita desde seu aparecimento, vem sofrendo constantes e fortes investidas destes nossos irmãos, temporariamente estacionados nas sombras. Exemplo desta investida que não poupa ninguém, em certo período, Allan Kardec chegou a afirmar que a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas havia se transformado num foco de intrigas contra ele.

O Espiritismo não é uma doutrina comum, mas o espírita sim e repleto de vícios e imperfeições nas quais os espíritos das trevas, nossos irmãos, se apoiam para agir. Precisamos estar atentos, pois não somos melhores que ninguém e sim, muito mais responsáveis e responsabilizados seremos pelo conhecimento que possuímos.

Chico Xavier, alertou em várias oportunidades, aos que tinham ouvidos de ouvir, que as trevas eram organizadas. Portanto, não desdenhemos desta capacidade, pois quando menos esperamos, podemos estar, por elas, envolvidos.

O irmão Alexandre, no livro Os Missionários, no capítulo 11 – Intercessão - explica a ação malfazeja dos espíritos que, em desencarnando, mantém no além a postura da maldade, dando formação a verdadeiros bandos de delinquentes dedicados à pratica do mal:

“Irmãos desencarnados, em vultuoso número revoltam-se nos círculos da ignorância que lhes é própria e constituem as chamadas legiões das trevas, que afrontaram o próprio Jesus, por intermédio de obsidia dos diversos. Organizam-se diabolicamente, formam cooperativas criminosas e ai daqueles que se transformam em seus companheiros! Os que caem na senda evolutiva, pelo descaso das oportunidades divinas, são escravos sofredores desses transitórios, mas terríveis poderes das sombras, em cativeiro que pode caracterizar se por longa duração.”

Além de confrontarem a Jesus, inutilmente, reconheçamos, fazem dos que desencarnam, que a eles se sintonizam, escravos sofredores e cativos por longo tempo.

A irmã Zenóbia em Obreiros da Vida Eterna, no capítulo 4 – A casa transitória – acrescenta para nosso saber, outra prisma da questão dos espíritos trevosos:

“A tragédia bíblica da queda dos anjos luminosos, em abismos de trevas, repete-se todos os dias, sem que o percebamos em sentido direto. Quantos gênios da Filosofia e da Ciência dedicados à opressão e à tirania! quantas almas de profundo valor intelectual se precipitam no despenhadeiro de forças cegas e fatais.”

Refere-se Zenóbia, a situações bem atuais, infelizmente, na sociedade que vivemos hoje. Autoridades políticas, juízes, grandes pensadores, cientistas, enfim, pessoas que se passam por modelos no grupo social, podem de fato, serem, verdadeiros gênios da maldade, revestidos em peles de cordeiro.

E acrescenta:

“Insurgem-se contra o próprio Criador, aviltando-se na guerra prolongada às suas divinas obras. Agrupam-se em sombrias e devastadoras legiões, operando movimentos perturbadores que desafiam a mais astuta imaginação humana e confirmam as velhas descrições mitológicas do inferno.”

Veja meus caros leitores, “aviltando-se na guerra prolongada às suas divinas obras”, guerra contra Deus, nosso Pai e Criador.

Na Terra, combatem e desafiam Jesus de todas as maneiras possíveis. Intentam de todas as formas, como revelou, certa feita Chico Xavier, tirar Jesus do Espiritismo. Sem Jesus e seu Evangelho, a Doutrina Espírita não faz sentido e não passará de uma religião comum como as demais que se perderam pelo caminho.

Por esta razão é que, sub-repticiamente, após o desencarne de Chico Xavier, aumentou o número de espíritos interessados em que o Espiritismo deixe de ser, como diz Emmanuel “o processo libertador de consciências”, e agem influenciando espíritas invigilantes, combatem a ideia de que Chico Xavier foi Kardec reencarnado.

Como a obra mediúnica de Chico Xavier é toda voltada para Jesus, ao combater está lúcida e verdadeira ideia, no fundo o que se deseja é combater o Cristo. Dizendo que Chico não estava à altura de Kardec o intuito é o de impedir a maior aproximação do Espiritismo ao Evangelho.

É necessário estudar as obras de Kardec e de Chico Xavier, e em paralelo trabalhar nossos sentimentos, não perdendo de vista a proposta principal do Espiritismo que é a renovação íntima da criatura, auxiliando assim, Jesus a estabelecer o Reino Divino em nossos corações e onde estivermos e para onde formos não haverá trevas, e a luz prevalecerá. 

 

(*) Todos os grifos são nossos

 

Referências

1) Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. Tradução de Manoel Justiniano Quintão, 35ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 425p.

2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

3) Luiz, André. Nosso Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 45ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 281p.

4) Luiz, André. Missionários da Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 15ª ed. Brasília. Editora FEB, 1982. 347p.

5) Luiz, André. Obreiros da vida eterna. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Brasília. Editora FEB, 1946. 304p.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

                          Anda faltando estudo, cérebro                                    ou  intenção desinteressada. 

                                       

     No prefácio do segundo livro da série A Vida no Mundo Espiritual, - Os Mensageiros (*) - o preclaro mentor que supervisiona a série, Emmanuel, faz referência ao aspecto da materialidade no mundo espiritual que causou e ainda continua causando espécie em inúmeros espíritas e demais leitores, quando da leitura de Nosso Lar, primeira obra do espírito André Luiz, pela mediunidade de Chico Xavier da referida série.

O registro do benfeitor realizado logo no primeiro parágrafo do prefácio, percebe-se de imediato, a preocupação do mentor em estabelecer clareza sobre o tema. Afirma Emmanuel:

“Lendo este livro, que relaciona algumas experiências de mensageiros espirituais, certamente muitos leitores concluirão, com os velhos conceitos da Filosofia, que “tudo está no cérebro do homem”, em virtude da materialidade relativa das paisagens, observações, serviços e acontecimentos.”    

Procurando entender o desafiador parágrafo acima, nos é lícito deduzir que muitos que lerem esta obra, assim como a anterior, Nosso Lar, se espantem e se surpreendam com os aspectos materiais muito bem registrados. Casas, móveis, instrumentos musicais, paisagens, presença de animais, serviços (lembram-se, dentre muitos outros informes, das fábricas de sucos, tecidos e artefatos em geral que empregam mais de 100 mil habitantes em Nosso Lar???).

Os críticos contumazes e mesmos os que não conseguem entender o recado de Emmanuel, certamente questionarão assombrados, se os espíritos também trabalham? Se os espíritos para se deslocarem necessitam tomar veículos que os transportem? Eles, os espíritos desenarnados, também se alimentam? Estudam? Os espíritos tem e realizam necessidades fisiológicas? E se as possuem, onde é que as realizam? Em qualquer lugar ou em lugar apropriado como temos em nossas residências aqui na Terra? 

Afirmarão, categoricamente, os contraditores e os críticos da análise superficial, que tudo está na cabeça do homem e que não existe o mundo espiritual. Que as obras que trazem estas informações não passam de projeções da mente criativa do autor encarnado, Chico Xavier. São, portanto, obras de ficção e como tal devem ser consideradas. Defende a Filosofia, que se morre e tudo se aniquila no túmulo.

Imaginemos nas décadas de 1940 e 1950, quando a maior parte das obras de André Luiz foi psicografada, a grandeza e superioridade do médium Chico Xavier que tendo sofrido duras críticas e perseguições, principalmente de espíritas, permaneceu perseverante em seu trabalho para dar continuidade, como Allan Kardec reencarnado, à obra que iniciara em meados do século dezenove.

O trecho do prefácio de Emmanuel destacado, trata-se de um verdadeiro alerta para que cuidemos e pensemos mais apropriadamente, sobre este e outros temas, baseados nos próprios conceitos que a Doutrina Espírita apresenta.

Abrindo um parêntese, oportuníssimo trazermos a este nosso estudo o texto contido no Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo dezessete – Sede Perfeitos – no item 4, Os Bons espíritas. Diz assim:

A doutrina não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo. Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encarnado.

 Da oportunidade e clareza deste texto, no que se refere aos ensinos espíritas, acreditamos que tem faltado estudo, detida reflexão e, além da certa maturidade do senso moral, infelizmente podemos suspeitar daqueles que, interessada e deliberadamente desejam se opor às obras e informações contidas em André Luiz.

Fechando o parêntese, na continuidade, mas ainda dentro desta temática, vai dizer Emmanuel - sugiro a leitura de todo o prefácio – que a simples circunstância da morte física somente guinda o homem a outro campo vibratório, não lhe conferindo, a menos que para isto tenha feito por onde, o ingresso nos domínios angélicos.

Ninguém se tornará anjo somente porque morreu. Sabiamente, diz o Dr. Inácio em obra de sua lavra, que “o mundo espiritual que rodeia o orbe terrestre é habitado por homens e não por anjos.” 

Raciocinemos, portanto, em torno do porquê Emmanuel faz este alerta no início da obra Os Mensageiros. Essa advertência do mentor não foi por acaso. Suas escolhas, para comporem os prefácios de todos os livros desta série, ditadas por André Luiz, foram escolhidas a dedo. Tudo que ali se encontra registrado tem um profundo ensinamento e lúcida explicação que somente aguarda nossa capacidade de extrair da letra a lição, o esclarecimento.

   Este assunto, referente à materialidade que ainda encontraremos no mundo espiritual adjacente à dimensão que habitamos, é muito claro e profundamente lógico. Consultem a obra Nosso Lar, no capítulo 37 - A Preleção da Ministra – que elucida sublimemente:

“Será crível que, somente por admitir o poder do pensamento, ficasse o homem liberto de toda a condição inferior? Impossível! Uma existência secular, na carne terrestre, representa período demasiadamente curto para aspirarmos à posição de cooperadores essencialmente divinos. Informamo-nos a respeito da força mental no aprendizado mundano, mas esquecemos que toda a nossa energia, nesse particular, tem sido empregada por nós, em milênios sucessivos, nas criações mentais destrutivas ou prejudiciais a nós mesmos.”

O poder mental, nas almas sublimes e purificadas sim, pode plasmar e construir projetos também superiores. Em A Caminho da Luz, Emmanuel, autor espiritual, designa Jesus como o Escultor Divino “operando a escultura geológica do orbe terreno.” No âmbito espiritual, o Evangelho é a ação plasmadora do pensamento de Jesus sobre o psiquismo dos homens.

Sobra para nós o que afirma o Ministro Flácus no livro Libertação: “não passamos, por enquanto, de bactérias, controladas pelo impulso da fome e pelo magnetismo do amor.”

Para aqueles irmãos que gostariam de viver em mundos mais sutis e diáfanos, se assim podemos nos expressar, onde a força mental é capaz de operar maravilhas, que ao desencarnar, peguem um elevador que os conduzam para mundos espirituais mais elevados. Mas cuidado!!!

Cuidado para não serem pegos pelo Rei que, vigilante e que a tudo vê, o surpreenderá sem trajar a túnica nupcial e, no cumprimento da soberana justiça, ordenará aos seus humildes servos “Amarrai-o de pés e mãos, levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.”   

 

 

(*) O estudo sistematizado das obras de André Luiz conhecida como “A vida no Mundo Espiritual”, é realizado às quintas-feiras na sede do Grupo Espírita da Fraternidade na cidade de Araçatuba – SP

 

(**) Todos os grifos são nossos

 

Referências

 1) Luiz, André.  Os Mensageiros. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 33ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 268p.

2) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 410p.

3) Ferreira, Inácio. Dr. Inácio, ele mesmo!     Psicografado por Carlos A. Baccelli. 1ª ed. Uberaba. Editora LEEPP, 2016. 374p.

4) Luiz, André. Nosso Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 45ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 281p



segunda-feira, 30 de março de 2026

 

Planejamento Reencarnatório

 

Tenho lido e acompanhado muitas discussões e debates, a respeito do planejamento reencarnatório para os espíritos que reencarnam na Terra. Sobre este tema, muitos, principalmente os espíritas, afirmam que todo processo reencarnatório obedeça a prévio planejamento no mundo espiritual.

Creio que para aclararmos esta situação seja fundamental definir antes, o que os estudiosos acreditam que seja ou como conceituam o tema “planejamento reencarnatório”. Sem esta prévia definição, as discussões tornam-se inúteis e infrutíferas ao desenvolvimento da ideia a respeito de tão importante tema.

Defino o planejamento reencarnatório como sendo a planificação, de uma determinada reencarnação, realizada pela espiritualidade superior com a participação consciente do espírito reencarnante.

Na obra Missionários da Luz, psicografada por Chico Xavier pelo espírito André Luiz, ficamos conhecendo os casos de Segismundo e Silvério que atendem ao conceito acima.

Fica lógico deduzir que, além de certo mérito, os espíritos candidatos ao planejamento da reencarnação, devem ser portadores de alguma lucidez no que se refere à consciência de estarem desencarnados e pleiteando uma “intercessão” desta envergadura.

Em ambos os casos, tanto Segismundo quanto Silvério, participam de forma ativa, inclusive acatando sugestões, que embora amargas, lhes confeririam na existência carnal, poderoso auxílio no combate às imperfeições do espírito.  

Na questão 262 de O Livro dos Espíritos Kardec, sabiamente questiona:

“Como pode o Espírito, que, em sua origem, é simples, ignorante e carecido de experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha?

“Deus lhe supre a inexperiência, traçando-lhe o caminho que deve seguir, como fazeis com a criancinha. Deixa-o, porém, pouco a pouco, à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se, tomando o mau caminho, por desatender os conselhos dos bons Espíritos.

De que forma Deus supre a inexperiência, ignorância e simplicidade do início? Pergunto aos queridos leitores.

Claro que através da aplicação das Leis Soberanas ao qual todos estamos submetidos. No caso o determinismo biológico e espiritual. Ou seja, neste caso, não há indício algum de planejamento reencarnatório.

Reconhecemos que nada acontece à revelia dos desígnios superiores e tudo o que ocorre no Universo é supervisionado pelas soberanas leis divinas. Baseados nesta ação Divina universal, é que muitos companheiros entendam o planejamento reencarnatório.

Entendo que, neste sentido, podemos considerar que todos reencarnam sobre determinada programação, todavia a interpretação literal de que esta ação configure a planificação de uma existência é um equívoco, pois a volta do Espírito ao corpo de carne é cercada de cuidados consoantes os méritos que apresenta.

Para os casos onde o mérito não está consignado, o espírito, atendendo o determinismo da Lei Divina, reencarna com espontaneidade, qual limalha de ferro que se sentisse atraída pelo campo magnético de um imã.

Repetimos, para melhor entendimento, a lei tudo prevê, até mesmo para a manutenção da ordem, mas daí afirmar que todo o processo reencarnatório obedeça a um planejamento, vai uma grande distância.

Acompanhe a preciosidade do ensinamento do instrutor Alexandre do capítulo 12 – Preparando Esperiências – do livro Missionários da Luz, já citado:

“Grande percentagem de reencarnações na Crosta se processa em moldes padronizados para todos, no campo de manifestações puramente evolutivas. Mas outra percentagem não obedece ao mesmo programa. Elevando-se a alma em cultura, conhecimentos e, consequentemente, em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais complexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. Em vista disso, as colônias espirituais mais elevadas mantêm serviços especiais para a reencarnação de trabalhadores e missionários.’

Repito: “grandes porcentangens reencarnam em moldes padronizados.”  Não há como entender, nesta frase, que exista planejamento para todos os espíritos que reencarnam na Terra. Aliás, afirma o contrário, somente para os espíritos que se elevam - olha o mérito - o processo da reencarnação foge ao geral, como é logico. Mais lógico impossível.

Notem ainda, que os chamados Institutos para Reencarnação onde são preparadas as reencarnações, à época em que o livro foi publicado (1945), estavam restritas às colônias espirituais mais avançadas, como é o caso de Nosso Lar. Será que passados 91 anos desta informação, os Institutos no mundo espiritual, se multiplicaram com o crescimento e desenvolvimento das cidades?

O que você pensa a respeito.  

Creio, de verdade, que tem faltado estudo mais aprofundado para os nossos irmãos de ideal. Além da fonte pura em Kardec, as obras valiosíssimas de Chico Xavier estão aguardando nossos estudos e pesquisas, como natural complementariedade das obras básicas.

Mas, avancemos um pouco mais.

Em Evolução em Dois Mundos, pelo espírito André Luiz e da reveladora psicografia de Chico Xavier, no capítulo Alma e Reencarnação, no sub-item - Particularidades da Reencarnação - o elevado autor nos esclarece, categorizando as “intercessões” da seguinte maneira:

Os Espíritos categoricamente superiores, quase sempre, em ligação sutil com a mente materna que lhes oferta guarida, podem plasmar por si mesmos e, não raro, com a colaboração de instrutores da Vida Maior, o corpo em que continuarão as futuras experiências, interferindo nas essências cromossômicas, com vistas às tarefas que lhes cabem desempenhar.

 

Vejamos agora, na lúcida palavra do autor espiritual como se dá o processo, para os espíritos categoricamente inferiores:

na maioria das ocasiões, padecendo monoideísmo tiranizante, entram em simbiose fluídica com as organizações femininas a que se agregam, experimentando o definhamento do corpo espiritual ou o fenômeno de “ovoidização”, sendo inelutavelmente atraídos ao vaso uterino, em circunstâncias adequadas, para a reencarnação que lhes toca, em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade, como acontece à semente, que, após desligar-se do fruto seco, germina no solo, segundo os princípios organogênicos a que obedece, tão logo encontre o favor ambiencial.

Repetirei: “em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade”. Como vimos acima, ação do determinismo Divino. São as leis agindo. Definitivamente, não há planejamento reencarnatório para estes casos.

Terminando a lição, André Luiz afirma, a respeito dos espíritos de mediana evolução:

“Entre ambas as classes, porém, contamos com milhões de Espíritos medianos na evolução, portadores de créditos apreciáveis e dívidas numerosas, cuja reencarnação exige cautela de preparo e esmero de previsão.”

 

Classificaria, nesta situação, o caso da reencarnação de Segismundo, do livro Missionários da Luz, o qual, não sendo um espírito elevado, mereceu um cuidado no planejamento de sua encarnação, como um exemplo dos meandros da ação espiritual, para nós, aprendizes encarnados.

Também na obra Nosso Lar, a dois casos emblemáticos de reencarnações que receberam planejamento das esferas superiores, que são o de Dona Laura, mãe de Lísias, que maternalmente, recebeu André Luiz como filho do coração e a própria mãe de André Luiz que reencarnou em serviço de missão auxiliando espíritos necessitados.

Bem, o assunto, é complexo e teríamos muitas outras referências para basear nossa afirmação que planejamento reencarnatório aqui na Terra não é para todos.

Entretanto, na conclusão de nossos achados, acrescentaríamos mais algumas questões para induzir nossos leitores a mais amplas reflexões e pesquisas.

- Haveria organização espiritual suficiente, na esfera vizinha da Crosta, onde vivem boa parte de nossos irmãos desencarnados, para dar conta de planejar aproximadamente 200 mil encarnações/dia (**) na Terra?

- Caso fossemos realizar o planejamento de um irmão da crença islâmica ou um judeu ortodoxo, que não aceitam, como tantas outras, a Reencarnação como princípio em suas religiões, como haveriam os técnicos da espiritualidade de proceder?

 E uma última, de tantas outras questões interessantes que poderíamos fazer para aguçar os raciocínios dos companheiros encarnados:

- Como ficariam os espíritos que, após a desencarnação, literalmente “dormem” até o momento de novo mergulho à carne, segundo nos esclarece Alfredo na obra Os mensageiros?

 Com a palavra, nossos amados e prezados leitores e demais simpatizantes que venham a ler este singelo artigo.

 

(*) Todos os grifos são nossos

 

(**) Número aproximado de nascimentos por dia na Terra.

 

 

Referências

 

1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 67ª ed.  Brasília. Editora FEB, 1944. 494p.

2) Ferreira, Inácio. Dr. Inácio Ferreira convida você a pensar. Editora LEEPP, 2015, 268p.

3) Luiz, André. Nosso Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 45ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 281p.

4) Ferreira, Inácio. No princípio era o verbo. Editora LEEPP, 2012, 334p.

5) Luiz, André. Missionários da Luz. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 15ª ed. Brasília. Editora FEB, 1982. 347p.

6) Luiz, André. Evolução em dois mundos. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 8ª ed. Brasília. Editora FEB, 1985. 219p.

segunda-feira, 23 de março de 2026

 

Um pedido sui generes

Não há a menor dúvida que nossa existência na Terra normalmente se nos depara com as dificuldades e desafios de todo dia, repleta de acertos e desacertos, de boas e más possibilidades com perspectivas de sadios e enfermos relacionamentos. Considerando este panorama, se antes de reencarnarmos, nos fosse dada a possibilidade se solicitar alguma intercessão a nosso favor quanto aos acontecimentos durante a existência física, normalmente vindo de qualquer ser humano regular, que tipo de solicitação, predominantemente, você acredita que mais ouviríamos? Tenho algumas sugestões: 

- remoção de toda espécie de dificuldade de nossos caminhos;

- somente encontrarmos pessoas amáveis e compreensivas em nossos relacionamentos;

- sermos felizes e prósperos em nosso trabalho profissional;

- não apresentarmos dificuldades de ordem financeira;

- sermos portadores de uma inteligência, no mínimo regular, e por aí afora...

Concordam?

Por outras palavras, cobriríamos os nossos mentores ou anjos da guarda de um sem número de solicitações que nos favorecessem e tornassem a nossa vida como espíritos encarnados tranquila e sem obstáculos. Seria certamente, o retrato de uma vida feliz.

Será?

Costumo pensar, conforme tenho aprendido na Doutrina Espírita que, normalmente, o que acreditamos ser o melhor para nós aqui na Terra, quase sempre nos complica se levarmos em conta, enquanto espíritos imortais, o aspecto espiritual da nossa existência. 

Essa visão acanhada de achar que recebermos o melhor aqui na Terra resultará em uma vida feliz, é a falta de melhor entendimento dos ensinamentos morais do Mestre Jesus, que ao nos ensinar que o Reino dEle não pertencia a este mundo, claramente se referia à Vida Futura.

Aliás, a vida futura, como no-la apresentou Jesus, pode ser considerada como o eixo central de suas eternas lições.

Todo cristão crê na vida futura, porém, a ideia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa em diversos pontos.

O Espiritismo, nesse ponto como em vários outros, traz luz aos ensinos do Cristo, e nos apresenta a vida futura como uma realidade material, que os fatos demonstram, porquanto são as próprias almas, que lá residem, que vem descrever sua situação.

Ao contrário dos que enxergam na vida atual, a única razão das ocorrências que nos conduzem cada vez mais a uma vida sem sentido e egoísta, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso conjunto da obra Divina. Logicamente somos levados à entender neste conjunto a solidariedade que conecta todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Caminhamos assim, embora a passos muito lentos, à fraternidade universal.

Reportamo-nos, à título de exemplo, a circunstância vivida por André Luiz na casa da família de Lísias e Dona Laura por ocasião do culto doméstico. Neste capítulo, recheado de preciosas lições, Ricardo, mesmo estando encarnado no período da infância na Terra, é conduzido enquanto dormia, ao seu antigo lar no mundo espiritual para rever seus familiares. Nesta ocasião, ao ser questionado por Judite, uma de suas filhas, no que a família espiritual poderia ser útil a ele enquanto encarnado, somos deparados com um pedido sui generes!

 Ah! Filhos meus, alguma coisa tenho a pedir-lhes do fundo de minh’alma! Roguem ao Senhor para que eu nunca disponha de facilidades na Terra, a fim de que a luz da gratidão e do entendimento permaneça viva em meu espírito!...

A referida solicitação é de profundo aprendizado para todos nós. Notem que ele não pede que suas dificuldades sejam removidas ou até mesmo atenuadas, pois, para todos que vivem na Terra, elas sempre nos acompanharão. Ele estava plenamente consciente disso.

Ele pede aos familiares para que orem a fim de que “...não disponha de facilidades na Terra...”.

Creio que as facilidades amolentam o espírito, podem gerar seres frágeis e medrosos e, portanto, menos capazes diante das dificuldades.

Sem desejar me aprofundar neste artigo, defendo que todo este contexto é muito relevante na sublime tarefa de educação que cabe aos pais. Se não levarem em conta o de que aqui tratamos, satisfazendo todas as vontades e protegendo em excesso os filhos, estarão formando adultos vulneráveis e cheios de recalques.

(*) Todos os grifos são meus.

Referências

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 410p.

(2) Luiz, André. Nosso Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 45ª ed. Brasília. Editora FEB, 1944. 281p.

  Tríade do barulho. Uma tríade há, que cada vez mais amplia sua frequência aumentando uma triste estatística nos programas de saúde, e po...