Médium
- Laboratório de força vibrante
(Estudo
do livro Missionários da Luz – Capítulo 1)
No capítulo
20 do Livro dos Médiuns do - Da influência moral do médium – em seu item
226 Kardec questiona se o desenvolvimento da mediunidade guarda relação com o
desenvolvimento moral dos médiuns. Transcrevo a resposta da espiritualidade
superior:
“Não; a faculdade propriamente
dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com
o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium.”
Realmente
a mediunidade é uma faculdade do espírito que se pode afirmar fascinante, especialmente
se considerarmos seus ascendentes morais. Assim se expressando, Alexandre,
instrutor de André Luiz na obra Missionários da Luz, a qual despretensiosamente
estamos tratando neste blog, se refere às possibilidades que ela, mediunidade,
proporciona para o espírito, encarnado ou desencarnado, que se interesse por
seu próprio aperfeiçoamento.
Se “radica
no organismo” por depender das estruturas corporais para sua manifestação nos
mundos materiais, desde os de matéria mais densa como a Terra, como nos de matéria
extremamente sutilizada, porém ainda matéria, cumprindo, assim, seu objetivo de
ser a faculdade que permite a comunicação entre as dimensões, etc.
Entretanto,
sem dúvida, nos ascendentes morais elevados que encontramos a mediunidade em
toda sua sublimidade. Todos os maravilhosos fenômenos protagonizados por Jesus,
quando encarnado na Terra dão-nos notícias de vários deles, a que o homem pode
almejar neste Orbe.
Aprendemos,
neste capítulo 1 – O psicógrafo – que na dimensão espiritual de uma reunião mediúnica
tudo é organizado com antecedência, desde a admissão à reunião dos
desencarnados necessitados até sua separação em diferentes grupos, divididos
por fios luminosos, de acordo com suas características próprias, bem como, a
autorização de quais espíritos sofredores reúnem condições adequadas para a
comunicação da noite.
Para beneficiar
espíritos infelizes, ainda extremamente apegados às sensações fisiológicas,
unem-se, a corrente de forças emitida pelos encarnados presentes com os fluidos
vigorosos dos colaboradores desencarnados em ação. Forma-se assim, verdadeira
fonte de fluidos vitalizantes para uso nos irmãos necessitados.
Como
ocorre em toda reunião mediúnica, esclarece Alexandre, nem todo médium presente
está em condições de atender. Tal afirmação provoca reação de surpresa para
André Luiz que julgava ser o médium uma “máquina” essencialmente.
André
e nós, vamos colher preciosas lições que o instrutor Alexandre nos oferece ao
afirmar que nos serviços mediúnicos preponderam os fatores morais, destacando a
abnegação e a humildade como primeiros fatores na obtenção da comunicação com
as regiões mais elevadas.
Alexandre
também elucida que se o médium deve ser o responsável por acionar estes
recursos interiores de si próprio, a espiritualidade amiga, num gesto de
fraternidade entre mundos, cooperará, sem entregar de mão beijada, através de estímulos
para a obtenção dos recursos de natureza exterior. São as forças humanas e
espirituais conjugadas para a execução das tarefas a cumprir.
Alexandre,
descreve então, o aparelho mediúnico a André Luiz sob um ponto de vista
totalmente novo para todos nós que nos interessamos por este contagiante
assunto da mediunidade, descrevendo a ação de um médium psicógrafo.
Logo
de saída, informa-nos que há “processos intrincados e complexos”
envolvidos na transmissão da mensagem psicográfica, revelando, no médium,
verdadeiro laboratório de forças vibrantes. Essa transmissão não acontece no
modo automático como muitos leigos possam pensar. Para o êxito da transmissão
de mensagens conectadas com a edificação do homem na Terra, do medianeiro
demanda-se esforço, boa vontade cooperação e propósito consistente.
As
células nervosas, necessárias aos processos da inteligência, receberam auxílio magnético,
assim como todo sistema nervoso central e o coração recebem aportes energéticos.
Também recebe especial atenção o nervo Vago, conectando o cérebro a diversos
órgãos do pescoço, tórax e abdômen realiza, dentre outras, funções de controle
cardíaco e respiratório.
Como
podemos observar, conforme a leitura do capítulo avança, não há improviso para
o estado receptivo ou na sintonia do médium. Que não nos iludamos a esse
respeito. Diferente do que se pensava algum tempo atrás, não basta a preparação
isolada feita pelo médium no dia específico da reunião. Realmente não basta.
Quem assim ainda pensa esta defasado na compreensão do verdadeiro significado
desta faculdade que devemos honrar, oferecendo nossas melhores capacidades.
André
Luiz, pelo auxílio magnético de seu instrutor, amplia sobremaneira sua
capacidade visual para além do Raio X, como ele próprio refere. Detendo sua
observação mais aguçada no cérebro do medianeiro a sustentar a luz mental, André
destaca as partes do cérebro com suas células (neurônios) e fibras nervosas a
conduzirem energias imponderáveis e vigorosas por todo o organismo humano.
Todo o
sistema endócrino (glândulas endócrinas), continua André, funcionavam como
perfeitas oficinas elétricas, tendo em destaque a glândula Pineal, que localizada
no centro do cérebro, emitia raios azulados e intensos. Esta glândula, também
conhecida como Epífise, desempenha função muito importante no exercício de
qualquer modalidade mediúnica, além de ser conhecida por produzir e secretar a
melatonina, um hormônio regulado pela ausência e presença de luz que controla o
ritmo circadiano (ciclo de sono e vigília)
A
literatura espírita de André Luiz, através do médium Chico Xavier, é pioneira na
informação de tão importantes notícias desta que é considerada a glândula da
vida mental do homem. Figuradamente, comparar-se-ia a Pineal a uma antena psíquica,
que quando em equilíbrio, poderá intensificar o poder de emissão e recepção de
raios de natureza espiritual que provém da mente humana.
Percebemos
assim, caro amigo(a) leitor(a) deste blog que o transe mediúnico é complexo e
intrincado em sua execução e que na ação fraterna e conjunta entre os
habitantes dos dois mundos, através da sintonia, da disciplina mental e da
cooperação de todos, reside o êxito. Portanto, agora como encarnados, façamos
nossa parte.
(*) Todos os grifos são meus.
Referências
(12) Kardec, Allan. O Livro dos
Médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 54ª ed. Brasília. Editora
FEB, 1944. 480p.
(2) Luiz, André. Missionários da Luz. Psicografado
por Francisco Cândido Xavier. 15ª
ed. Brasília. Editora FEB, 1982. 347p.